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Cofen destaca papel da ABEn na defesa da Enfermagem brasileira em celebração dos 100 anos da entidade

Conselheira Ellen Peres participou de sessão solene no Senado e ressaltou a contribuição histórica da ABEn para a formação e a valorização da Enfermagem

12.08.2026

Ellen Peres destaca o papel da ABEn na construção da Enfermagem brasileira 

A segunda-tesoureira e conselheira do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Ellen Marcia Peres, participou da sessão solene em celebração ao aniversário de 100 anos da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn Nacional), no Plenário do Senado. A solenidade foi presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS). O requerimento para a realização da sessão é de autoria da senadora Augusta Brito (PT-CE) e de outros senadores.

Ellen Peres destacou que celebrar o centenário da primeira entidade da Enfermagem brasileira é celebrar uma parte fundamental da própria história da categoria que sustenta diariamente o Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil. “São 100 anos de contribuição da ABEn para formação profissional, para produção e difusão do conhecimento e para a construção científica, educacional, cultural e política da nossa profissão. Essa associação ajudou a construir caminhos que contribuíram para moldar a categoria hoje formada por mais de 3 milhões de profissionais”.

De acordo com Ellen Peres, o Sistema Cofen/Conselhos Regionais e a ABEn possuem papéis distintos, mas convergem na defesa intransigente de uma Enfermagem qualificada, respeitada e capaz de oferecer à população uma assistência qualificada e segura pautada em evidências científicas.

Ela lembrou que a Enfermagem avançou muito nos últimos anos com a conquista do piso salarial, que representou um marco histórico, mas ainda há desafios a serem ultrapassados como a regulamentação de uma jornada compatível com a responsabilidade, a complexidade e a intensidade do trabalho. “A PEC 19/2024, que estabelece a jornada máxima de 36 horas, vinculada ao piso, já avançou na Comissão de Constituição e Justiça desta Casa, porém, aguarda deliberação deste plenário. Nesse sentido, esperamos que o Congresso Nacional possa continuar avançando nessa agenda porque discutir jornada, remuneração e condições dignas de trabalho não significa defender apenas uma categoria profissional, mas, significa, sobretudo, discutir segurança assistencial, qualidade e proteção da população”.

“Valorizar a Enfermagem não pode ser apenas um reconhecimento simbólico. Precisa se traduzir em políticas públicas, condições adequadas para os trabalhadores e formação de qualidade para os futuros profissionais”, finalizou Ellen Peres.

O senador Paulo Paim leu o pronunciamento da senadora Tereza Leitão (PT-PE). Durante a leitura do texto, ressaltou o trabalho da Enfermagem no SUS. Ele lembrou também que a entidade foi fundada por 12 mulheres recém-diplomadas pela Escola de Enfermeiras do Departamento Nacional de Saúde Pública, atual Escola de Enfermagem Anna Nery, que decidiram defender a Enfermagem profissional e sua representação institucional. “Onde há cuidado em saúde, há Enfermagem”, concluiu a senadora Tereza Leitão.

A presidenta da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn Nacional), Jacinta de Fátima Silva, enfatizou a importância estratégica e política da entidade para a construção da profissão. “A ABEn constitui-se como a primeira entidade representativa da Enfermagem, contribuiu para a regulamentação da profissão e apoiou a atuação do movimento sindical e do movimento estudantil no país no campo da Enfermagem e em outros campos do setor saúde”, explicou.

“A ABEn tem uma agenda estratégica que dialoga com nossas lutas no Congresso Nacional. Vamos apresentar para os parlamentares um projeto de lei que torne obrigatório o ensino presencial para o campo da Enfermagem e para toda a saúde. Uma outra questão é a aprovação da PEC 19/2024, que continua travada nesta Casa. Peço o apoio de todos os senadores para que aprovem, ainda neste ano, essa proposta que reajusta o piso salarial para uma escala de até 36 horas semanais”.

“A ABEn tem uma atuação histórica nas políticas públicas deste país voltadas para quem cuida das pessoas 24 horas por dia e seguirá com ações em defesa da valorização da Enfermagem brasileira”.

“A ABEn esteve na luta contra a ditadura militar e pela redemocratização do país. Foi essa luta que possibilitou a construção do SUS, uma conquista do povo brasileiro. A Enfermagem vem redefinindo o escopo das práticas em saúde pública, conquistando autonomia e possibilitando à população o acesso aos serviços de saúde”, disse o representante do Fórum Nacional da Enfermagem, Jorge Henrique de Souza e Silva Filho.

“Somos uma categoria que sustenta grande parte da assistência à saúde no nosso país. Estamos nos hospitais, nas UPAs, nas unidades básicas, no SAMU, nas instituições de longa permanência e em tantos outros espaços onde existe cuidado”, por isso, é importante que os políticos “escutem a Enfermagem e ajudem a transformar a PEC 19/2024 em uma conquista histórica para a nossa categoria”, concluiu a representante do Comitê de Técnicas e Técnicos de Enfermagem, Dart Clair Carvalho Cerqueira.

Participou da mesa de abertura a senadora e enfermeira, Roberta Acioly (Republicanos-RR), que brindou os participantes da sessão especial com uma saudação revestida de emoção e gratidão pela oportunidade de celebrar um século da primeira entidade da Enfermagem brasileira que entrega à sociedade tantos legados no campo da saúde pública. Compôs também a mesa de abertura a representante da Executiva Nacional dos Estudantes de Enfermagem (ENEEnf), Júlia Nascimento Santana, com uma saudação potente, autêntica de uma jovem lindamente entusiasmada com sua profissão de enfermeira em construção, convicta de que o cotidiano da categoria é permeado de lutas, mas que está comprometida e engajada com ela.

Fonte: Ascom/Cofen - Roberta Santos

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